sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Bomba na cabeça

E pronto, cá estamos e tal… Nestes dias amenos em que já não faz frio mas também não está um calor de praia.
Por cá a Sonae tenta comprar a PT lá fora incendeiam-se bandeiras, consulados e tudo que tenha a ver ou venha da Dinamarca, porque um senhor muito estúpido muito desrespeitador da liberdade religiosa fez um cartoon de um profeta que nunca ninguém nunca viu e, por isso mesmo, não deve ser representado, o que por si só já é estúpido porque muitos árabes se divertem a fazer desenhos de judeus que também nunca viram… toma toma, e esta? Ok, pronto, é um argumento absurdo mas parece que é o tipo de argumentos de que eles gostam.

Aquilo de que eu gosto mesmo é de eles acharem por bem queimar tudo o que tenha a ver com o país, oferecer 100 quilos de ouro a quem matar quem fez os cartoons, dizer que estão a interferir com as crenças enraizadas na religião muçulmana, sim, porque eles não fazem senão respeitar todos os outros povos que passam a vida toda a oprimi-los a eles e mais ninguém. Se estiveram atentos às notícias dos últimos dias tivemos até um senhor que no visitou, do Irão, país que só faz pesquisa nuclear por questões energéticas… dizer que pelas contas dele não podiam ter morrido 6 milhões de judeus na segunda guerra mundial, ele não disse exactamente quantos. Afinal às tantas podem ter morrido apenas 5.785.822 judeus e andamos nós este tempo todo a pensar que o holocausto tinha sido uma barbaridade, ainda bem que alguém revelou a verdade.
Na verdade os Judeus são todos uns agarrados ao dinheiro e que se depois de um extermínio daqueles ainda continuam por todo o mundo podem ser mortos sem problemas porque está visto que se voltam a reproduzir.

Podia estar aqui o dia todo a falar das parvoíces que um cartoon gerou, desde concursos de cartoons sobre o holocausto para… para… não sei muito bem para quê, mas suponho que eles venham isso com um “vejam lá se agora acham tanta piada”, até aos pedidos de desculpas de figuras representativas de estados laicos e democráticos pela liberdade de imprensa que nalguns custou tanto a ganhar. Está visto que não sou feito para pensar nesta merdas, são coisas que minkiétaum e stress já eu tenho.

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