sábado, fevereiro 26, 2011

A primeira coisa que preciso de dizer é que não gosto da maioria das claques. O conceito base por detrás de uma claque é bonito, o apoio a um clube de que se gosta através de variadas formas é de saudar, mas a verdade é que normalmente acabamos por ser confrontados com as atitudes violentas e tudo menos desportivas das claques organizadas. Não gosto.

Mas eu estive no estádio de Alvalade na segunda-feira. Já vi algumas coisas bem feias em estádios de futebol, mas este jogo teve momentos que estão entre os piores.
A polícia decidiu carregar sobre a claque porque pelos vistos estavam a tapar umas escadas. Ora aí está uma bela razão para se encher uma data de povo de porrada.
A polícia diz que lhes atiraram cadeiras antes da carga. É falso, nem uma única cadeira voou antes da primeira carga policial.
A polícia diz que houve um excesso de material pirotécnico introduzido pela claque do Sporting. Concordo, tendo em conta que não pode haver nenhum, basta haver uma tocha para já ser um excesso, mas não houve mais do que na claque benfiquista, e nem por isso houve uma carga policial sobre eles. E ainda bem.

É que eu acho muito bem que se espete meia dúzia de vergastadas no lombo da malta que assalta estações de serviço a caminho dos jogos, da malta que no meio da rua rouba um cachecol a um adepto adversário para o queimar, da malta que bate em adeptos adversários só porque sim. Mas neste caso nada disso aconteceu, a claque estava na sua zona do estádio, não havia adeptos do Benfica a serem agredidos ou sequer incomodados. Desta vez houve zero razões para o que se passou para além do nervosinho miúdo de chefes de polícia incompetentes e que avaliaram mal a situação.

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