terça-feira, abril 12, 2011

Em alta rotação

Chegou a primavera. Chegou o sol, os dias em que apetece estar na praia, os dias em que deixo de correr entre meia-dúzia de gatos pingados e passam a ser várias dúzias. Chegaram a alergias de alguns e os fins das constipações de outros. Mas esta época está a trazer também uma data de música nova.
Chegaram-me em pouco tempo às mãos vários sons frescos e fofos, a maioria dos quais provavelmente não vale a pena aqui referir, mas achei que uma menção honrosa aos Guanos Apes era merecida. Um grupo que roçou o mítico no final dos 90 e início da década seguinte. Vários foram os concertos em que saltei até não poder mais, e na altura podia muito. Excepção para o concerto no arraial do técnico, em que por razões perfeitamente naturais já nem me lembro do concerto... a minha memória já não é o que era.
Após uma separação e um projecto a solo da vocalista que não teve nem de perto nem de longe o mesmo impacto que a banda original eles voltaram a reunir-se. Confesso que foi com o merdoso Wanderlust dos Skunk Anansie em mente, e o receio pelo mesmo gerado, que ouvi o novo Bel Air dos Guano, mas folgo em dizer que desta vez não houve desilusão. O antigo som está lá, diferente mas repetido, sem perder o fulgor que os Ãpes tinham e sem embarcarem em baladas ou música que hoje em dia lhes granjearia novos adeptos. Quem gostava e não lhes perdeu o gosto com o passar dos anos não vai ficar desiludido.
Hoje em dia há novas bandas, com novos sons, abordagens novas e fenomenais, mas há sons que nunca cansa ouvir, pelo menos eu não me canso de ouvir, e desta vez foi ouvir um novo álbum como se pudesse ter sido lançado logo a seguir ao Walking on a Thin Line e seria melhor que ele.

Além disso estes gajos sempre deram e receberam um carinho especial em Portugal. Aqui estamos nós no Living in a Lie. Para recordar.

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